Almada Delimitada - séc. XIII ao séc. XIX->
A preocupação régia em valorizar as zonas regionais pouco povoadas em pontos estratégicos do Sul do país, recentemente conquistados aos muçulmanos, e chamar à sua posse Almada e o seu termo, constituiu o principal motivo que levou o Rei D. Dinis a conceder uma carta de escambo – carta de permutação – com a Ordem de Santiago, a 1 de Dezembro de 1297.
 
Almada na posse real vai assistir à primeira delimitação oficial do território almadense, através do Stormento de Devison, a 4 de Dezembro de 1297.
 
Almada era, então, uma das mais representativas comunidades ribeirinhas da margem sul do Tejo. As mais antigas freguesias da vila eram Santa Maria do Castelo de Almada e Santiago, cujas igrejas e padroados estiveram ligados à Ordem Militar de Santiago.
 
A vila de A1mada era, no decorrer dos tempos, o espaço urbano mais privilegiado no Termo, ou seja, o centro administrativo, militar, religioso, de produção de bens e de comércio. Cacilhas era o seu principal porto marítimo da região que proporcionava o fácil escoamento dos produtos para Lisboa.
 
Em 1513, D. Manuel I atribui a Almada novo Foral, que proporciona transformações económicas, sociais e políticas. As primeiras referências da população e das freguesias de Almada começam a ser registadas em documentos cadastrais.
 
O Termo de Almada adquiriu uma expressão significativa aquando da expansão marítima portuguesa, sendo parte integrante da zona de influência económica de Lisboa.
 
A população da vila e termo de Almada rondava, no século XVII, em cerca de 2.500 habitantes. Na época filipina, assistiu-se a diversos fluxos migratórios oriundos de várias regiões do reino, como Estremadura, Beiras, Entre Douro e Minho, Alentejo e Algarve. Verificava-se um movimento de deslocação populacional de Norte para o Sul.
 
Com a reforma administrativa de 1836, no reinado de D. Maria, foi desanexado grande parte do território de Almada, cerca de metade da área territorial passou a integrar o novo concelho do Seixal, constituído pelas freguesias de Seixal, Arrentela, Paio Pires e Amora.
 
No seguimento da reforma administrativa de 1878 permaneceram duas freguesias: Almada (com a união de Santa Maria do Castelo e a de Sant’iago) e Nossa Senhora do Monte de Caparica.
 
Em 1898, Amora e Corroios são desanexados da área administrativa e política do Concelho de Almada.