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Joaquim Benite


Joaquim Benite nasceu em Lisboa em 1943.
 
Foi jornalista e crítico de teatro, estreou-se como encenador em 1971 com O avançado centro morreu ao amanhecer, de Agustin Cuzzani, a primeira peça do Grupo de Campolide, de que foi fundador. Em 1977 instala-se no Teatro da Trindade e um ano mais tarde cria a Companhia de Teatro de Almada.

Durante a sua carreira encenou textos de autores como Gogol, Eugene O’Neill, Shakespeare, Molière, Brecht, Lorca, Bulgakov, Camus, Adamov, Beckett, Albee, Pablo Neruda, Thomas Bernhard, Dias Gomes, Daniel Besse, Nick Dear, Victor Haim, Sanchis Sinisterra, Antonio Skármeta, Marivaux, Peter Schaffer, Pushkin, Marguerite Duras, etc. De autores portugueses dirigiu textos de António José da Silva e Almeida Garrett, e de vários dramaturgos contemporâneos.
 
Em 1984 criou o Festival de Almada, um encontro anual de teatro internacional, do qual continua a ser director. É ainda autor de textos de divulgação e teoria teatral, conferencista, director da revista de teatro Cadernos e da colectânea Textos d’Almada. Foi fundador e primeiro director da APTA, presidente da ATADT, membro do Conselho Superior de Teatro e da direcção portuguesa do IITM (Instituto Internacional de Teatro do Mediterrâneo).
 
Entre outras condecorações, Joaquim Benite foi galardoado por duas vezes com o prémio internacional Ollantay, atribuído pelo Centro Latino-Americano de Criação e Investigação Teatral, e recebeu recentemente o grau de Cavaleiro da Ordre des Arts et Lettres atribuído pelo Governo francês.
 
Pelas suas facetas de homem do teatro e da cultura, encenador, director da Companhia de Teatro de Almada , director do Festival de Almada e do Teatro Municipal de Almada, a Autarquia, por deliberação de 15 de Julho de 2009, atribuiu a Joaquim Benite a Medalha de Ouro da Cidade.

Joaquim Benite faleceu na noite de 5 de dezembro de 2012, na sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia.