Este conjunto fabril do séc. I. d.C encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo decreto n.º 26-a/92, de 1 de Junho.
Trata-se de uma estação arqueológica constituída por tanques de várias dimensões - cetárias - construídos com pedras revestidas e/ou ligadas por opus signinum (espécie de cimento).
A Fábrica Romana de Salga de Peixe servia para conservar o pescado transformado. Os romanos faziam-no usando duas técnicas específicas: a salga (ou salsamenta) e a pasta de peixe (ou garum). As estruturas dispunham-se, normalmente, em ferradura ou L, rodeando um pátio interior.
No exacto local das cetárias recuperaram-se vestígios romanos anteriores à implantação da fábrica. Junto ao local, ter-se-à desenvolvido um aglomerado populacional habitado pelos trabalhadores que nele laboravam.
Investigações arqueológicos permitiram descortinar uma ocupação anterior do espaço, datável da Idade do Ferro. Actualmente, esta estação arqueológica está enterrada e coberta pela calçada, para garantir a sua protecção.
Forte de Santa Luzia
Cacilhas
Largo de Cacilhas 2800 Cacilhas
Até hoje desconhece-se a data de construção do Forte de Santa Luzia, que mantém ainda funções de aquartelamento da GNR. Sabe-se apenas que esta edificação, com o nome da padroeira de Cacilhas, sofreu alterações durante o séc. XVII e foi reedificada no reinado de D. Pedro II.
Há conhecimento de que o Forte de Santa Luzia se encontraria artilhado em 1711 e assim permaneceria até 1833, tendo sido desarmado desde essa data até 1873. Durante as lutas liberais, disparou sobre forças miguelistas em fuga para Lisboa, após ocupação pelos liberais. Junto ao forte foi morto Teles Jordão.
Em 1838 surge representado num plano hidrográfico de Cacilhas. A esplanada é apresentada como uma muralha robusta onde se abrem seis canhoneiras, mas este núcleo de artilharia foi demolido em 1896.
A planta é de forma trapezoidal e uma das faces, a do lado Oeste, encostava-se ao edifício que serve actualmente de posto à GNR. Sendo ainda hoje visíveis os dois torreões do forte.
Quinta Fergusson
Cacilhas
Rua Elias Garcia 2800 Cacilhas Propriedade Privada
Como foi sempre propriedade de famílias inglesas, ficou conhecida por Quinta das Inglesas. A propriedade onde se situa este palacete do séc. XIX, também se designa por Portões de Ferro.
Este conjunto habitacional, que resultou provavelmente de uma alteração/ampliação de um edifício mais antigo, pertenceu entre outras famílias, aos Fergusson, os gerentes da fábrica de cortiça Henry Bucknall & Sons, Lda, situada no Caramujo.
Dentro dos seus limites estão ainda os jardins e arvoredo anexos.
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz
Cacilhas
Travessa do castelo 2800 Cacilhas
Os técnicos do Museu Municipal de Almada descobriram, em 1987, na Quinta do Almaraz, uma importante estação arqueológica, classificado como de Interesse Público, em 24 de Maio de 2003.
Atesta a existência de um povoado, estrategicamente localizado e rodeado de fosso e muralhas, cujo auge de ocupação remonta aos séculos VIII e VII a. C..
Esta estação funcionava como um importante entreposto comercial, apoiado por um porto natural (Cacilhas), onde se produziriam e trocariam objectos das mais variadíssimas proveniências, trazidos e comercializados por mercadores fenícios.
A reabilitação desta área de Cacilhas faz parte de uma estratégia mais ampla da autarquia que consiste na requalificação da frente ribeirinha da cidade, promovendo as suas potencialidades turísticas, aumentando o número de ligações entre o rio e a “parte alta” da cidade.