Segundo o paleontólogo Octávio Mateus, é possível concluir através das suas características anatómicas que a “Angolachelys mbaxi”, ou “Tartagura de Angola” pertence a um novo grupo até agora desconhecido para a ciência.
O crânio fóssil desta espécie marinha de grandes dimensões foi descoberto em Abril de 2005 pelo paleontólogo Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, durante uma expedição da National Geographic, que contou ainda com a participação de paleontólogos de Portugal, Estados Unidos, Angola e Holanda.
Estudos concluíram que a "Tartaruga de Angola" foi um dos primeiros répteis marinhos a cruzar o Atlântico de Norte para Sul, comprovando a teoria de que há 90 milhões de anos os continentes americano e africano já estavam separados pelo oceano. Outra caratectística desta espécie, são as suas “narinas separadas”.
Após trabalhos laboratoriais e estudos de anatomia e relações de parentesco, Octávio Mateus viu agora a sua descoberta ser reconhecida pela comunidade científica, com a publicação do artigo “A mais antiga tartaruga criptodira de África do Cretácico de Angola” numa revista da especialidade.